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Fênix

À fênix, por ela ser o símbolo da renovação!

Com a pretensão de retornar as atividades do projeto circo solo, volto a escrever no blog. Dentre algumas novidades, o projeto é coordenado por mim, Rhayan Gomes, porém agora com a produção de Veruska Paiva. Após um tempo de descanso profundo, eu decidi reorganizar a situação do circo solo e conciliá-lo com minha atual demanda para o estudo da performance circense como arte contemporânea. Voltando a ativa, o projeto pretende atingir o público de maneira mais intensa, trazendo cenas de resultados da minha pesquisa como intérprete. Entre as metas recentes do projeto, estão apresentações abertas em Recife-PE e o laboratório de atos circenses de um mesmo aspecto que futuramente irão compor um espetáculo. Provavelmente o blog sofrerá algumas pequenas mudanças, assim como o próprio projeto em si. Junto com o recente trabalho de produção, o projeto buscará patrocínio para as próximas atividades em questão e também formalizar seu nome burocraticamente falando.
Peço a todos que tenham acesso às informações que divulguem, auxiliando-nos na incrível tragetória de florescer a arte circense nos mais diversos corações.

Rhayan Gomes,
Pelo projeto circo solo
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Parâmetros Gerais da Oficina

Como já foi dito a oficina vai comportar 4 modalidades circenses. Abaixo vou dar uma breve explicação sobre elas e caso interesse saber mais sobre a proposta do projeto ler a postagem Parâmetros do solo em Arte Circense

Acrobacias-solo: Saltos e elementos de acrobacia corporal em solo são as chamadas acrobacias-solo. As acrobacias-solo são muitas que vão de elementos simples até elementos de grande dificuldade. Na oficina serão explorados os primeiros elementos acrobáticos e as possibilidades de fazer deles parte de um contexto artístico específico.

Parada de mão: Parada de mão consiste em saber colocar os pesos e forças necessárias no corpo para se sustentar apenas nas mãos e conseguir movimentar livremente os membros inferiores no ar. A base de resistência da parada de mão é o foco da oficina. Parada de mão é algo que necessita grande resistência física e trabalhos muito específicos de força que só podem ser desenvolvidos por meio da prática constante.

Portagem: Portagem diz respeito a uma relação de base e volante entre dois ou mais circenses. Se tratando de uma base e um volante, pois a oficina seguirá este padrão, a base sustenta o peso do volante e ambos utilizam os corpos um do outro para executar as acrobacias.

Tecidos: Tecidos são malhas elásticas e resistentes erguidas por um suporte. Com o intuito de criar uma atmosfera de movimentação livre, os participantes aprenderão a se colocar no aparelho de maneira com que façam dele não apenas um aparelho de acrobacia, mas que saibam usar o corpo e preencher artisticamente todos os espaços de tempo com sua expressão corporal.
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Divulgação da Iniciação em Circo: Parâmetros do solo em Arte Circense

Arte por Harley Arruda
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Oficina chegando!

Estou para fechar local essa semana para a oficina. Se tudo correr bem, na metade de dezembro ela estará acontecendo. Como já havia dito anteriormente, é uma iniciação ao Circo voltada para atores, bailarinos e profissionais da área artística. Vai contar com quatro modalidades (acrobacia, parada, portagem e tecido) distribuídas no período de uma semana e uma pequena demonstração ao final da oficina. Espero ser proveitoso para todos e digo que não vejo a hora de voltar a ensinar!
Quem quiser saber mais sobre como é o meu trabalho, é só ler a postagem abaixo: Parâmetros do solo em Arte Circense. Nela eu escrevo uma pequena introdução para a prática do circo solo.
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Parâmetros do solo em Arte Circense

Suponhamos que a arte circense seja algo exatamente indefinido. Suponhamos que palhaços não sejam a alma de um circo, nem que o circo seja lona. Suponhamos que acrobacias não sejam ginásticas, que não sejam desafio, que não sejam exibicionismo. Suponhamos que o interesse não seja financeiro, que a sobrevivência não seja o motor, nem que a esperança seja o público. Suponhamos agora que ele não seja para dias de domingo, para entreter. Suponhamos também que não há limite e que a verdade é para poucos, porém o objetivo é alcançá-los. Suponhamos que o nosso interior seja a fonte e que o exercício seja a exposição. Por fim, suponhamos que estamos na contemporaneidade, com todas as questões preocupantes que ela dispõe e com todas as sutilezas necessitando desabrochar. Agora, utilizando o senso de mixagem circense nessas suposições, surge uma necessidade de fazer da arte circense um instrumento de sensibilidade.

O circo solo é um novo modo de fazer do circo. A palavra solo toma significado ambíguo, pois remete ao que há de mais único no ambiente sensitivo pessoal e também remete ao chão, a solidez tão crua e simples, universal. Por mais que sejamos diferentes nos aspectos interiores e que tenhamos personalidades e difusões energéticas diferentes, somos iguais como um todo, pisamos no mesmo solo e teremos sempre a mesma linha anatômica para usar na decodificação da visão de mundo em emoções. O que traz o circo de especificidades são a surpresa e a impressão a se causar, porém tão mais importante é a naturalidade da execução, é estar desprovido de exibicionismo e saber se expressar com a verdade própria, não de acordo com ações predeterminadas.

O limite físico circense está diretamente ligado a capacidade máxima do corpo-indivíduo. O que não significa ser a capacidade máxima do corpo humano. Cada pessoa com seu desenho corporal tem seu limite. Em circo este fato sempre foi muito bem definido devido à diversidade de atividades físicas, de trabalhos e estéticas corporais. Cada circense faz parte de uma determinada área que demanda de determinados trabalhos e limites físicos. O que realmente importa se tratando do tema é o conhecimento amadurecido do corpo e a não desistência do trabalho físico, sendo o resultado a busca pelo limite próprio. Limite se torna basicamente uma metáfora para a resistência e o encorajamento e se coloca em patamares inatingíveis, também propondo longas durações de vigor e disposição para com a arte circense.

Estranho seria não conciliar toda essa potência mecânica com um pouco de subjetividade, energia e emoção. É onde entra todo o poder individual de sentir o interior e o meio e reproduzir com verdade as sensações. Verdade essa que nada mais é a imagem da maneira natural com a qual nos expressamos. As influências no movimento, na transpiração, no rosto, na respiração, na voz são resultados da busca por essa imagem. É um trabalho tão difícil e complexo quanto o trabalho corporal, nunca estando abaixo e menos importante. O que somos é mais necessário do que poderíamos vir a ser.

Introduzindo a maneira como raciocino e desenvolvo o circo solo, finalizo o texto com algumas considerações a mais. Circo não são apenas narizes de palhaços, sorrisos, status, alegria. Circo recria um universo diversificado de movimentações, relações fortes de confiança e interação total com os objetos cotidianos (aparelhos circenses não surgiram do nada, mas da utilização diferenciada que acrobatas desenvolveram com os objetos). Esses são aspectos pouco explorados da arte circense e que precisam de uma atenção especial, se tratando da nossa época, da evolução artística dela e da necessidade de expressar-se de seus contemporâneos.
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Local para oficinas

Gente, estou voltando para Recife no final deste mês (dia 21, sábado) e pretendo dar oficinas de iniciação e avançado de aulas de circo. Elas acontecerão agora nesse período de 3 meses. Estou apenas precisando de locais interessados nas oficinas. Quem souber de algum lugar com banheiro e estrutura possível de se montar um aéreo (suporte para prender no teto e uns 3 metros de altura é de bom tamanho) disponível por 4 horas durante uma semana inteira (fim de semana incluído) e achar legal me passar... Só deixar telefone, e-mail ou me escrever. Mais informações sobre as oficinas em breve.
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Agradecimentos

Por ser minha primeira postagem, acho interessante expressar um pouco da gratidão que eu tenho para com algumas das pessoas importantes. Não apenas por causa deste blog, mas pelo lançamento da minha idéia que é puro fruto do desenvolvimento das minhas relações com todos. Relações essas que ascendem emoções nem sempre explícitas, mas que tão sempre conosco, no pensamento, nas lembranças, na rotina, nas sensações.
Então, primeiramente, agradeço a minha família toda pelo apoio, de ontem, de hoje e provavelmente de amanhã. Isso por se tratar de uma profissão alternativa, na área artística e ainda vista com certo preconceito. Família como um corpo todo: meus pais (Verônica e Bruno), meu irmão, meus avós, tias, tios e primos que acreditam em mim, na minha vontade e no meu amor pelo que faço. Queria agradecer também a minha família pela paciênia com meus experimentos... Hahahaha
Também agradeço aqueles que me apresentaram o circo (não é Lua?) e que me acompanharam nos meus primeiros passos na dança. Lua, você mesma querida. Nunca cheguei a te agradecer diretamente, mas também não foi algo a cair no esquecimento, pelo contrário. Agradeço todo o pessoal (tanto o de carne-e-osso como o de papel-e-tinta) que me acrescentou na arte. Principalmente, Ludmila P., pelas nossas sensíveis conversas, trocas e planos. Agradeço a todas as minhas queridas alunas que sempre confiaram em mim e a Chica, Lore e outros amigos-professores-companheiros.
Agradeço a Harley, por mais sensíveis conversas em nosso campo de trabalho, por essa incrível arte do blog e pela companhia nessa "um pouco grande" estrada circense. Agradeço também a Beta, que me deu a idéia do blog e ao quiterandom.com por disponibilizar esse template (estrutura do blog).
Para finalizar essa postagem, mesmo sendo cansativa, cafona, sem necessidade de atenção, para aqueles que sabem de sua importância no meu caminho, essas sensações e qualidades passam pouco percebidas. Obrigado.
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